terça-feira, 30 de dezembro de 2014

RETÓRICA MARXISTA

INTROITVM
            Marx, Kant, Nietzsche, Freud, Hegel et caterva comungam todos de um problema identificado já por Sócrates, na época dos sofistas: eles dissociam o ego real do ego filosófico. Ora, filosofia nada mais é que a descrição mais fiel possível da realidade. Se os dois “ego”s não buscarem por todos os meios possíveis ser um só, naturalmente o ego filosófico não terá compromisso algum com o ego real. Isso significa, trocando em miúdos, que o ego filosófico se preocupará com a elaboração de um sistema que faça sentido sem ter o compromisso de fazer esse sistema funcionar na realidade prática. Portanto, se o sistema descrito for algo completamente falso, irreal, ele passará por verdadeiro contanto que seja verossímil.
                Ou seja: para os filósofos modernos, A REALIDADE NÃO IMPORTA – e nem teria como, uma vez que, por princípio, a produção intelectual desses sujeitos se iniciou distante dela.
                Em Marx, especificamente, a verdade é uma IDEOLOGIA, ou seja, uma invenção desonestamente verossímil que visa a conquistar SUBSTRATOS – para ele, sempre de cunho econômico. Ora, se para ele a verdade é uma ideologia, podemos presumir que tudo o que ele produziu seja ou falso, ou desonesto ou ambos. Se o sujeito se fizesse conhecer somente pelo valor de sua filosofia, certamente a não reedição de suas obras já teria dado cabo da sua infeliz memória. Contudo, os ideólogos iluministas, que já então mandavam no mundo, se apossaram de seus livros e manifestos e os transformaram em um sistema cultural complexo, de modo que todos os países pertencentes a ONU eduquem seus jovens para ter total desprezo pela realidade prática, ao passo que valorizem os dados da realidade fictícia que configuram a NOVA MORAL vendida por esses mesmos ideólogos.
                Esse desprezo se coroa na educação básica, quando ensinam os alunos a dissertar através de mecanismos rudimentares, como brainstorming, listas de “prós e contras”, vocabulário crítico previamente estabelecido, fórmulas de argumentação crítica previamente estabelecidas e investidas de criatividade argumentativa – que precisam ter não mais que um aroma de verossimilhança, mas precisam defender as famigeradas CAUSAS SOCIAIS.
                Nisso, portanto, consiste a porta de entrada para a maior parte dos concursos: MATERIALISMO PRÁTICOSLOGANSCAUSAS MILITANTES e VEROSSIMILHANÇA. Qualquer produção nesse sistema não precisa ser necessariamente verdadeira ou falsa; a verdade simplesmente não interessa, uma vez que o objetivo desse tipo de sistema não é avaliar a capacidade escrita de ninguém. Esse sim possui um substrato: a formação de mentes vazias com delírios de grandeza; idiotas úteis, incapazes de perceber sequer a própria sandice.